Pensava eu.
Um dia, ao chegar a casa, depois de um dia de escola, fui à casa de banho fazer chichi. As minhas cuecas estavam vermelhas, com sangue. “MÃE, MÃE”, gritava eu. Ela veio assustada ver o que se passava, mas quando viu, percebeu e disse que era apenas a menstruação, e acabou o seu mini discurso dizendo “estás quase pronta para ires trabalhar com a mãe”. Meu deus, não percebia nada do que ela queria! Trabalhar, mas trabalhar onde? Já estava pronta para fazer o que? Explica-me!
Passado uma semana, cheguei a casa e estava a minha mãe no meu quarto, com uma pilha de roupa. Roupa igual à dela. Só se via meias de renda, tops justos e saias que pareciam cintos.
“Para que serve esta roupa toda?”
“Está na altura de ires comigo. Veste uma que gostes.”
“Não gosto de nenhuma.”
“É bom que vistas uma roupa qualquer, senão voltas para o teu pai!”
“Porque é que não posso ir assim?”
“Veste!”
Vesti um top roxo com a barriga à mostra e uma saia. A minha mãe disse para não levar cuecas. Não percebi, mas também não perguntei. Mal conseguia andar com os super tacões de 14cm. Andei até uma esquina suja, aquele tal sitio onde passavam muitos carros e havia muitas mulheres. ~
Será que a minha mãe ia apanhar um táxi?
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